para realizarmos uma ação sobre o outro, ou para analisarmos os resultados dela, nós tomamos como referência nós mesmos, ou seja, imaginamos que a outra pessoa vai sentir o mesmo que nós sentiríamos naquela situação, a não ser que conheçamos a pessoa de tal forma a ponto de prever sua reação, mas ainda assim , a primeira reação é automática em quase todas as ocorrências. Assim, se queremos fazer com que o outro sinta-se bem ou mal, nós sabemos mais ou menos o que fazer, ou sabemos mais ou menos o que a pessoa sentiu com determinada ação nossa .... Só que nem sempre isso dá certo, por um motivo óbvio: todos são diferentes, nunca uma pessoa vai sentir a mesma coisa que outra, mesmo que a situação seja a mesma! É por isso que eu, por exemplo, pelo fato de me magoar fácil demais, me sinto culpada, as vezes, por achar que magoei as pessoas, sem de fato tê-lo feito! Na verdade, me parece que se colocar no lugar do outro não é a coisa mais certa, mas sim procurar entender o outro tanto nas suas atitudes com relação a nós, como nas nossas com relação a ele.
J. Duarte